Ultimamente eu decidi assumir a minha obsessão por casos policiais de grande repercussão nacional. Eu acompanho tudo, em todas as fontes que consigo, comento com a maioria das pessoas e fico indignada mesmo, tiro as minhas conclusões e julgo como uma juíza no caso.
Sobre o julgamento da semana, do Caso Isabella Nardoni, hoje será o veredicto. Ontem conversando com meu amigo advogado Fernando, eu o questionei sobre tudo que aconteceu essa semana no julgamento. Ele disse não saber da culpabilidade ou inocência do casal, mas que acredita que eles serão julgados culpados pela ida à júri popular, no qual as pessoas não conseguem abster-se de seu sentimentalismo.
Eu vejo uma 'faca de dois gumes' e sei que uma das pontas foi a 'culpada' (de alguma forma) pela morte da menina. Em particular esse julgamento me abriu a discussão do porquê esse caso causou tanta comoção social. Dessa forma eu reflito se caso a 'Isabella' fosse uma criança que tivesse uma condição econômica e social desfavorável (Lê-se; fosse pobre) o promotor construiria uma maquete do 'barraco' onde o pai e a madrasta dela moravam com um córrego poluído no quintal?
(Ainda sobre a maquete: Essa tal custou pelo menos R$20.000,00, olha que contraditório. O sensacionalismo virou novela surreal do Manoel Carlos.)
Mas o contexto social, para mim, tornou-se desprezível e a esperança (como sendo a última que morre!) é que a justiça, independente do caso, seja feita, para que 'Isabellas', 'Joãos Hélio' e outros tantos não sejam retirados do convívio com seus pais.
Fica a indignação....
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