sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O Rio de Janeiro continua lindo e em guerra.

Nos últimos dias, com a vitória do Rio de Janeiro, entenda-se Brasil, para sediar as Olimpíadas de 2016, mais do que nunca essa cidade virou o palco do mundo. Ah tá! Agora concluiram o caos. Agora todo mundo fala da guerra de lá. É uma corrida armamentista e todo mundo é vítima. Até mesmo aqueles que fazem parte das facções. Eles são vítimas, de uma desigualdade social e literal falta de educação (entenda educação como cultura, príncipios, bons exemplos). As maiores vítimas são aqueles que estão lado a lado, nos morros, nas favelas, nas comunidades. Que acordam com a casa sendo perfurada por tiros, que correm para não serem baleados. E me vem alguns poucos falar que tudo é culpa da polícia. É culpa do sistema, isso sim. Está tudo errado e agora as mudanças são necessárias para se fazer 'bonito' para o mundo na Copa. E ai? A copa chega e passa, camuflar-se-á o problema e quando o evento passar, as bombas e munições voltam ao ar. Helicópteros são derrubados e os seres humanos? Melhor referir-se a somente Seres, porque está longe de ser HUMANO. Tem até corpo dentro de carrinho de supermercado. Isso sim, é surreal! Enquanto isso o presidente, em suas viagens, tenta inaugurar usinas (porque o mal tempo não permitiu que ele chegasse), come pão de queijo em Minas Gerais e bebe sua cachacinha com queijo como tira-gosto.
Um parêntese: Maior ironia é a nova novela das 21: Viver a vida! Prefiro chamar de: Viver a vida como ninguém vive! Mas é isso que o 'povo' gosta. Camuflagem da realidade, já que o Rio de Janeiro continua lindo...e é sede das Olimpíadas de 2016.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Para o Papai no céu...

Um pouco atrasada, mas ainda em tempo. Feliz aniversário para o papai no céu. Ah se ele estivesse aqui, teria feito 70 anos ontem (04/10/09). Ah se ele estivesse aqui tudo seria diferente, eu seria diferente. É, mas as pessoas tem que ir e outras ficam por mais um tempo e o que fica de quem foi? O cheiro da colônia, a lembrança do andar, dos dedos mínimos que não foram deformados pelo reumatismo, as camisas de botão e no bolso da frente o maço de cigarros, os chinelos 'havaianas' e os cotovelos enfaixados, as músicas orquestradas, o cabelo liso grisalho. O respeito, o carinho, a proteção, a paternidade, o exemplo, a luta. O orgulho de me ver andar de bicicleta, nadar sem bóias, tirar notas boas na escola. O abraço bem apertado e muitas promessas de uma vida feliz. Eu tive de me adaptar à essa falta. Eu tive de aprender com sua ausência. Eu cuido da mamãe como você cuidava. Mas eu queria mesmo que você cuidasse de mim....
Como chamar essa dor que sinto dentro do peito, que traz o sabor de um lindo sonho desfeito...resolvi chamá-la SAUDADE!.....