segunda-feira, 30 de março de 2009

Um vida cheia de figuras de linguagem...


Ah essa minha vida é cheia de figuras de linguagem...Lógico que a dominante é a metáfora, porque de fato eu aplico um desvio da significação própria das palavras para evitar decepcionar as pessoas. Tem também a metonímia (em uma parte pelo todo) nos dias em que eu trabalho 'dobrado' para conseguir defender essa tal tese. Mas a melhor de todas é o pleonasmo: Eu não vi com meus próprios olhos, mas entendo com a minha inteligência....kkkkkkkkk!! (essa ficou boa, podem concordar, queridos leitores). Descobri também o polissíndeto (e olha que esse eu nem lembrava que existia, saudades da sétima série do Ensino Fundamental), com um pouco de repetição : Estuda, e trabalha, e chora, e ama, e sofre, e trabalha, e trabalha, e pesquisa, e cuida de avó, e cuida de mãe...E na inversão, copiarei Rubem Braga.."Passarinho, desisti de ter." e tem metáfora ai também (risos!). Ainda tem o eufemismo..e como eu tenho sido eufêmica, para me poupar...Sou mesmo uma hipérbole....porque choro rios de lágrimas, quase morro de rir, espero alguém à um século, tenho um mundo de planos na cabeça..e por ai vai...!!!

Valeu por hoje..e por um vida cheia de figuras de linguagem.

(Licinha, a letrada, ficará orgulhosa..)

domingo, 29 de março de 2009

O binóculo


O que mais tenho pensado desde sexta feira é sobre um tal binóculo. Penso o que leva uma pessoa a querer observar outras através de um binóculo. Nossa, pára tudo! Estou assustada com essa informação e mais ainda com minha desinformação. Eu tenho medo de quem pensa nessa possibilidade e mais medo eu tenho de quem verbaliza sem a menor vergonha essa vontade! É difícil aceitar a realidade dos fatos. Mas vale lembrar aqui em 'A redoma invisível' que para fatos não existem argumentos....

Eu tenho medo do binóculo....

Cabeça explodindo

Gente, minha cabeça está explodindo. Aqui em casa 'se cobrir vira circo e se cercar vira um hospício'. Ah saudade daquela época que eu tinha silêncio. Quando eu chegava cansada e tudo estava do jeito que eu deixei. Bagunçado ou a minha organização. Como a 'nossa' organização é importante para o nosso psicológico. Agora são infinitas idas ao banheiro, de uma dar personagens visitantes do 'circo/hospício', além dos arremessos...(leiam arremessos)..de leite, sopa, papel higiênico pela janela do singelo 'pardieiro' vertical. A falta de paciência e as crises existenciais da 'minha filha' quase sexagenária. Eu não sou mãe de ninguém e nem quero sê-la. Ai! As imposições de uma vida diferente e que atrai problemáticos. Deve ser a luz interior que precisa ser apagada por quem perdeu a sua própria luz.

Minha cabeça está explodindo....

Saudades do Dori


De fato..sinto saudades do 'Dori'. Ele dizia que sua memória não era 'esquecida', mas seletiva. É tão seletiva que eu não faço parte mais dessa seleção. É difícil entender e aceitar essa minha projeção para o exterior dessa memória. Mas também, parece que o Dori é bem diferente do que eu imaginava. É muito estranho saber que não conhecemos as pessoas de fato e que elas mostram o que elas querem, não necessariamente a verdade. São as ditas máscaras. Nós, humanos, sempre as usamos, em todos os momentos da vida, todos mesmo. O que sei de tudo que passou é que nada ficou para ser dito, não por mim. Mas para ser ouvido! Ah... ficou tanta coisa, lacunas imensas em aberto, com perguntas para as quais nunca saberei a resposta. Mas também, nem posso procurar a resposta naquele que não as sabe. Eu preciso esperar, o tempo tem se encarregado de levar tantas questões, ilusões, sonhos e esse tal amor.
Só resta dizer: Eu sinto saudades do Dori...