terça-feira, 16 de março de 2010

São coisas que eu sei...eu adivinho sem ninguém ter me contado...



No meio das mil e uma coisas que eu faço e penso no dia eu ainda consigo ter as mesmas questões femininas daquelas do meu gênero. Gente! Para o mundo que eu quero descer! Como um cromossomo faz a diferença e o tal Y que me perdoe, mas com ele vem a serenidade, a frieza, a noção de distância, de direção, a praticidade, a maior tolerância ao álcool, a dificuldade de discutir relação, a intolerância, a menor resistência a dor, a dificuldade de perceber a linguagem do corpo, a capacidade de abstração e esquecimento, o filtro para coisas essenciais (futebol, futebol, futebol, sexo, mulheres, dinheiro...não necessariamente nessa ordem). Eu, como toda mulher, sei da roupa que estava usando no primeiro encontro e a que ele estava usando, onde fomos, o que conversamos. Eu sei também exatamente, as situações que me chateiam, estressam e me fazem felizes mesmo após 10 anos do acontecido. Ah..mas os tals que carregam o Y, não lembram nem o que almoçaram hoje (salvo algumas exceções!). Além disso tudo, em um dia, eu levanto achando tudo lindo, almoço chorando e volto para casa querendo matar o motorista do ônibus. Como pode? Eu aprendi na faculdade e na pós graduação que é hormonal. É surreal, isso sim.
Lamento para os 'Ys', que precisam conviver com os 'XX's.

Mazela no mundo...




Sábado, acordei, fui ao dentista e na FUNED. Voltando deparo-me com uma situação inusitada no ponto de ônibus na Av. Amazonas. Inusitada no sentido de usual, mas não usual para mim (entende?). Vamos ao fato: Um menino de aproximadamente 7 anos de idade, no ponto de ônibus, cheirando em uma lata de cola. (Tudo bem, eu estava com TPM, daquelas que lhe fazem chorar até em inauguração de supermercado.). Um indivíduo, também no ponto de ônibus, aproxima-se da criança e propõe uma troca: a lata de cola por comida. A criança no auge do efeito que aquilo lhe proporcionava, senta-se cada vez mais próximo do homem e deita a sua cabeça em seu ombro. Ah, para! Isso é surreal e eu não tenho estrutura para isso. Não precisa de comida, isso alimenta o corpo. Ele precisa de carinho, de ser notado. Isso alimenta a alma, o coração. Ele precisa de respeito, de família. E eu no meio daquela falta de estrutura, percebo que eu não tenho essa tal estrutura (leia-se equilíbrio). Eu não sei conviver com as mazelas desse mundo. E para todo mundo que eu contei isso naquele sábado eu chorei, porque eu sou fraca, porque eu sou romântica e o meu mundo é cor de rosa. Porque principalmente eu aprendi bem cedo o que é amar quem não pede nada em troca. Porque me amaram sem cobranças, sem laços biológicos.
Eu queria trazer aquele menino para a minha casa. Ah, mas eu sou fraca para isso e tenho medo das consequências...
É muito difícil aceitar e conformar com a falta de perspectivas de uns poucos (que somam-se muitos)!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Questões fraternais...

Quantas questões... as fraternais também tem povoado a minha mente! Há duas semanas atrás eu me decepcionei com amigos de novo. (Como a terapia tem feito falta...mas eu precisava voltar a pensar sozinha!)
Vamos lá ao fato: Problema 1: eu sou rancorosa, por isso tenho uma grande dificuldade em relevar o que as pessoas fazem comigo. Questão 1: Eu não entendo uma pessoa ser oportunista!
Nesse contexto eu refleti (sobre o oportunismo e o meu rancor)e eu preciso me afastar, porque não estou preparada para expor as minhas decepções. Pensei em talvez conversar. Mas nem vale a pena, porque vai se justificar tanto e ser a perfeitinha demais (como em tudo tenta ser, no trabalho, em casa, no namoro, nos conselhos, nas experiências de vida), com argumentos falhos e isso vai aumentar a minha tristeza. Deixo passar e quando passar eu não serei a mesma, as minhas atitudes serão diferentes e o meu respeito...ah, esse perdeu-se!Com isso tudo fica a certeza: A amizade que temos com alguém não é a mesma que o alguém tem conosco! Eu fiz o que pude....

Questões nada científicas de uma quase cientista...

Já faz um tempo que eu descobri 'o pesquisar', em meados do primeiro período da faculdade. Desse tempo para cá, entre estímulo e cansaço, entendi que eu sou apaixonada pela pesquisa, pela ciência e acho que principalmente pelo saber. Nos últimos meses eu aprendi que a 'magia' científica vai muito além da curiosidade dos que a exercitam. Ela passa pela briga de egos, pela necessidade de autoafirmação. E eu nesse meio todo, estou confusa. Existe um manual para lidar com o desvio aos princípios éticos? Os meus princípios estão além da ética científica, estão na ética de vida, no respeito aos limites alheios. Eu acho intrigante observar comportamentos e julgar. Sim, julgamento, todo mundo faz isso, mesmo relutante em assumir. Eu vejo o desvio de conduta e uma busca insensante pelo interesse próprio, mal sabe ela que a 'corda sempre arrebenta' no lado mais fraco e nessa 'cadeia alimentar' ela ainda ocupa a posição de presa. Na verdade, eu penso que algumas pessoas sempre serão presas, pela incapacidade de entender o contexto ao que se inserem e subir um degrau de cada vez (ou degrais??? kkkkkkk para Lê). "Você está comendo o mel depressa demais e vai se lambuzar!" Lamento...

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A simples professorinha...

Eu sou perseguida por pessoas que projetam um futuro para mim. Porque é tão difícil entender que eu tenho o livre arbítrio para decidir o caminho que quero seguir? Desde a infância eu fui projetada, para estudar, para estudar, para estudar...para ser independente, para ser corajosa e para ser médica, ou advogada, ou engenheira. Ou até mesmo turismóloga (para conhecer muitos lugares!) ou ainda jornalista (para conhecer muitos lugares!). Seria mais simples a pergunta: O que você quer ser quando crescer? Seria mais simples respeitar as minhas decisões!
Das coisas que eu tinha que ser, eu só sou corajosa e independente. Já basta, não?
Quando eu penso que as pessoas se conformaram com as minhas escolhas. Encontro novas pessoas, que fazem novas projeções. Eu segui o caminho que sempre quis. O dos curiosos, que anseiam por respostas, os cientistas. Ah! Mas nesse caminho tem as estrelas, estrelas de primeira grandeza. Eu não quero ser estrela. Eu quero ser FELIZ! E continuar com a minha curiosidade, respeitando as minhas limitações. E se eu escolher ser uma simples professorinha de segundo grau. Eu quis assim. Ser FELIZ e sou eu quem decido, entre ir, não ir, errar, seguir o caminho mais fácil, ou mais difícil, ser professorinha, dona de casa, dona de escola (isso seria lindo!), mãe...e daí? São as minhas escolhas e não importa se é difícil de entender...
Se eu for professorinha, serei a simples professorinha feliz..gostem ou não!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

E para começar o ano....

A pergunta da semana:

-" Você vai ficar comigo ou sem migo?".

O amor nos torna engraçadinhos e neologistas...para alguns....analfabetos funcionais!

Até quando a natureza suportará???

O Ano Novo começou trágico para algumas milhões de pessoas. A chuva causa deslizamentos de terra e desabamentos. Pessoas morrem. O que antes era belo e paradisíaco tornou-se horrível e triste. Em Angra, em São Paulo, em Minas Gerais, no Sul do país. É a natureza dando sinais da sua força, para alguns é a provação de Deus como consequência para o que os 'homens' fazem com o Planeta. Para uma bióloga é difícil sustentar argumentos religiosos, com tantas evidências físicas e reais. É o caos, caos natural. No hemisfério norte as nevascas interditam trens na China, causam mortes na Europa, na África vulcões 'cospem' suas lavas para a superfície. Nesse ponto é possível refletir até que ponto os humanos tem culpa nisso tudo. Que meus ex-professores não leiam isso, mas na graduação vimos que o Planeta tem ciclos e diferentes Eras e talvez os acontecimentos de hoje sejam reflexos de turbulências dessa Era, desse Ciclo, complementarmente à Era possa estar a influência dos seres humanos, mas é bastante pretensão nos julgarmos tão superiores a ponto de interferir solitariamente no Planeta. É óbvio que existem consequência da poluição, da ocupação indiscriminada em todos os ambientes, da tecnologia, do lixo. Mas a participação disso talvez seja tornar precoce fatos que já ocorreriam, mas cronologicamente separados e em menor intensidade. Claro e óbvio eu não defendo nada que prejudique o ecossistema, apenas reflito que em um contexto global as questões são mais complexas e abrangentes...vale refletirmos!