Todo mundo tem limitações, eu assumo as minhas, muitas vezes relutante, mas assumo. É estranho ouvir que você não aceita sua posição, que você talvez, não aceite sua vida. Na verdade a vida que escolheram para mim. Claro, que não queria a outra..a outra vida, mas eu posso querer pensar nessa, entender o porquê das atitudes impensadas (ou pensadas), mas que tiveram grandes consequências. Era bom a infância, quando junto com a inocência eu era poupada de saber do passado dos outros. Esse passado (dos outros!) tem me incomodado muito. E não venha me dizer que é fraqueza minha não gostar de ouvir o passado que eu não participei. Não é fraqueza, é limitação, entende? E não venha me dizer que quem vai ao analista é ou louco ou triste! Não sou nenhum dos dois e vou, e assumo, o que é mais difícil. Assumo também estas tais limitações. As vezes eu até assumi o que não escolhi. É um círculo, quase, vicioso e as pessoas tem pré conceitos (isso, sem conhecimento de causa). Desde quando eu preciso fazer as pessoas descobrirem os meus feitos? É demais essa quantidade de informações. Eu preciso tirar férias das pessoas que me são patológicas. Sutis férias. O pior (ou seria melhor?) é que aquela que resolveu ser confidente (tarde demais e impossível) está sofrendo e eu não posso mudar isso. Não posso mudar um passado anterior à mim. Mas pude colaborar com o passado dos últimos 27 anos e com certeza com o presente e o futuro, eu colaborarei (se ela o quiser)! Eu e minhas limitações...cada dia descubro uma nova..
As limitações....

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